A violência contra a mulher não começa apenas quando há agressão física. Muitas vezes, ela se manifesta por meio de ameaças, humilhações, controle, isolamento, violência psicológica, patrimonial, moral ou sexual. Com o tempo, essas situações podem se tornar cada vez mais graves e, em muitos casos, terminam em feminicídio.
Este Agosto Lilás, mês de conscientização pelo fim da violência contra a mulher, também marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, uma aliada na defesa dos direitos das mulheres brasileiras e no enfrentamento à violência doméstica, que juntos reforçam a importância de falar sobre prevenção, acolhimento e proteção.
A proteção também passa pelo trabalho
Sair de uma situação de violência não é simples. Muitas mulheres precisam reorganizar a própria vida, mudar de endereço, buscar apoio da família ou recorrer à Justiça. Nesses momentos, preservar o emprego é essencial para garantir autonomia financeira e segurança.
Pensando nisso, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) da categoria prevê uma importante proteção: a manutenção do contrato de trabalho da empregada em situação de violência doméstica, conforme os critérios estabelecidos na Convenção e na legislação vigente.
Essa garantia busca oferecer mais estabilidade para que a trabalhadora possa enfrentar esse momento difícil sem o medo imediato de perder sua fonte de renda.
Se você precisa de ajuda, saiba que não está sozinha
Se você vive uma situação de violência ou conhece alguém que esteja passando por isso, procure apoio. Conversar com uma pessoa de confiança, buscar atendimento especializado e acionar a rede de proteção podem ser passos importantes para interromper o ciclo da violência. Sempre que possível, faça isso de forma segura e preservando seu sigilo.
O Sintibref-BA pode orientar as trabalhadoras sobre os direitos previstos na Convenção Coletiva e esclarecer dúvidas relacionadas à garantia do vínculo de emprego.
Lembre-se: pedir ajuda não é sinal de fraqueza. É um passo importante para proteger sua vida.
Em caso de emergência:
- Ligue 190 (Polícia Militar) em situações de risco imediato.
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) para orientação, acolhimento e encaminhamento aos serviços especializados.
Neste Agosto Lilás, reforçamos uma mensagem essencial: toda mulher tem direito de viver com dignidade, respeito e segurança!





