Você chega para mais um dia de trabalho e a equipe está incompleta. Tem atendimento esperando, demanda acumulada, prazo para cumprir e situações difíceis que não podem simplesmente ser adiadas. Para a categoria de trabalhadores e trabalhadoras em instituições beneficentes, religiosas e filantrópicas, ainda há contato diário com sofrimento, violência, doença, abandono e outras situações de vulnerabilidade.

Quando essa rotina se repete, o peso não fica apenas no local de trabalho. Ele pode acompanhar você até em casa.

Por isso, neste Setembro Amarelo, o Sintibref-BA chama atenção para uma questão que nem sempre aparece nas campanhas sobre saúde mental: o sofrimento emocional também pode estar relacionado às condições em que o trabalho é realizado.

Setembro Amarelo: uma campanha que cresceu para falar sobre prevenção

Desde 2015, a campanha ajuda a ampliar o debate público sobre saúde mental, sofrimento emocional, acolhimento e busca por ajuda. O mês tem como principal marco 10 de setembro, o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio. 

Mas, para quem trabalha diariamente cuidando, acolhendo, educando e atendendo outras pessoas, essa conversa precisa incluir uma pergunta a mais: quem cuida de quem trabalha cuidando?

Nem todo sofrimento começa fora do trabalho

Nas instituições beneficentes, religiosas e filantrópicas, trabalhadoras e trabalhadores podem enfrentar jornadas emocionalmente exigentes. Há ainda funções especialmente expostas a situações que podem desgastar a saúde mental.

O resultado pode aparecer de diferentes maneiras: exaustão, irritabilidade, dificuldade para dormir, sensação de impotência, ansiedade, esgotamento e perda de disposição para atividades que antes faziam parte da vida. Por isso, é importante evitar uma resposta simplista para um problema complexo.

Descansar, procurar apoio, cuidar da alimentação, praticar uma atividade física ou reservar algum tempo para si podem ajudar. Mas cuidado individual não substitui a prevenção no ambiente de trabalho. Não adianta dizer ao trabalhador para administrar melhor o estresse se a rotina continua organizada com sobrecarga permanente, pressão excessiva, equipe insuficiente e falta de apoio.

Recentemente, a NR-1 passou por atualizações que aumentaram o rigor na fiscalização sobre as condições do ambiente de trabalho para a saúde mental. Veja clicando aqui.

Você pode contar com opções de apoio previstas para a categoria

Além da defesa coletiva das condições de trabalho, a categoria representada pelo Sintibref-BA possui benefícios que podem oferecer apoio em diferentes momentos.

O Programa de Assistência em Saúde Mental Integrada (PASMI) integra o Programa de Assistência Familiar e oferece suporte relacionado à saúde mental.

O Bem-Estar Integral inclui Assistência Psicológica, além de Assistência Nutricional, Fitness, Jurídica e Orientação Financeira, recursos que podem auxiliar diante de diferentes pressões que atravessam a vida da trabalhadora e do trabalhador.

Saiba como usar essas e outras assistências clicando aqui.

Onde buscar ajuda?

Quem está passando por sofrimento emocional pode procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) ou um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

Em situações de urgência, é possível procurar uma UPA 24 horas, pronto-socorro ou hospital, além de acionar o SAMU pelo número 192.

Outra possibilidade é o Centro de Valorização da Vida (CVV), que oferece apoio emocional gratuito e sigiloso. O atendimento pelo telefone 188 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias.

Lembre-se: sobrecarga, jornadas difíceis, conflitos, insegurança e contato constante com situações de sofrimento podem afetar o bem-estar de quem trabalha. Reconhecer o próprio limite e procurar apoio também é uma forma de cuidado.

Neste Setembro Amarelo, o Sintibref-BA reforça uma mensagem para toda a categoria: se estiver difícil, não enfrente tudo em silêncio. Converse com alguém de confiança, procure ajuda profissional e permita que outras pessoas estejam ao seu lado. 

Você não está sozinho!